Close Menu
Diário da Direita
    Últimas notícias

    Consórcio não é sorteio: como o sistema realmente funciona, segundo Tiago Oliva Schietti

    julho 22, 2026

    Como a nova discussão sobre IA e plataformas digitais pode mudar a liberdade digital e os negócios no Brasil

    julho 17, 2026

    Como decisões recentes do STF sobre regras eleitorais podem influenciar as eleições de 2026 e o debate institucional no Brasil

    julho 17, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Diário da Direita
    • Home
    • Notícias
    • Política
    • Tecnologia
    • Sobre Nós
    Diário da Direita
    Home»Notícias»Consórcio não é sorteio: como o sistema realmente funciona, segundo Tiago Oliva Schietti
    Notícias

    Consórcio não é sorteio: como o sistema realmente funciona, segundo Tiago Oliva Schietti

    Diego VelázquezPor Diego Velázquezjulho 22, 20266 Min de leitura
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Tiago Oliva Schietti
    Tiago Oliva Schietti
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Comprar um bem sem pagar juros é uma promessa que poucos produtos financeiros conseguem cumprir. O consórcio é um deles, mas a forma como o sistema opera ainda gera confusão entre quem considera essa modalidade pela primeira vez. O empresário Tiago Oliva Schietti, dentre estes fatores, evidencia que a maior barreira de entrada não é financeira: é conceitual. Quem entende como o mecanismo funciona de fato passa a avaliá-lo com critérios muito mais precisos do que quem parte de uma ideia vaga de “pagar e torcer para ser sorteado”.

    A lógica do consórcio é coletiva por natureza. Um grupo de pessoas com um objetivo em comum, seja comprar um imóvel, um veículo ou contratar um serviço, reúne recursos mensalmente para que cada integrante seja contemplado ao longo do prazo do contrato. Não há banco no meio dessa operação. Não há empréstimo. O que existe é um fundo compartilhado, administrado por uma empresa autorizada pelo Banco Central, que garante que as regras sejam seguidas por todos os participantes. Entender essa estrutura muda a forma como se avalia o produto, e avaliar bem começa por saber o que acontece a cada mês dentro de um grupo ativo.

    O fundo comum e a carta de crédito: a base do sistema

    Cada consorciado paga uma parcela mensal. Parte desse valor vai para o fundo comum, que é o coração financeiro do grupo. É desse fundo que saem as cartas de crédito entregues aos contemplados em cada assembleia. A outra parte da parcela cobre a taxa de administração cobrada pela administradora e, dependendo do contrato, um fundo de reserva e o seguro. O fundo comum pertence ao grupo, não à administradora, e esse detalhe é juridicamente relevante: em caso de problemas com a empresa que opera o grupo, os recursos dos consorciados têm proteção regulatória específica.

    A carta de crédito, por sua vez, é o valor disponibilizado ao consorciado no momento da contemplação. Ela equivale ao bem contratado no início: se a cota é de 400 mil reais para um imóvel, é esse valor que será liberado para a compra. A carta não é depositada em conta corrente como dinheiro livre, ela é direcionada para a aquisição do bem ou serviço definido em contrato, com a administradora liberando o crédito diretamente ao vendedor após análise documental.

    Dentre estes pontos surge uma pergunta válida: o que é a carta de crédito no consórcio? É o valor total contratado pelo consorciado, disponibilizado pela administradora no momento da contemplação para uso exclusivo na aquisição do bem ou serviço previsto no contrato. Funciona como crédito direcionado, não como depósito em conta.

    Em muitos contratos, a carta de crédito é corrigida pelo mesmo índice que reajusta as parcelas. Isso significa que, em condições normais, o poder de compra do consorciado é preservado ao longo do tempo, mesmo que o grupo dure cinco ou dez anos, o que transforma o produto em uma ferramenta de proteção patrimonial, além de modalidade de crédito.

    Como acontece a contemplação: sorteio, lance e estratégia

    Dois caminhos levam à contemplação dentro de um grupo. O primeiro é o sorteio, realizado nas assembleias mensais entre todos os cotistas em dia com os pagamentos. O segundo é o lance, que funciona como uma antecipação: o consorciado oferece um percentual do valor da carta de crédito para ser contemplado antes do prazo natural, e o lance mais alto vence. Há também modalidades de lance fixo, em que a administradora define um percentual e sorteia entre os que ofertaram o mesmo valor.

    Como sugere o empresário Tiago Oliva Schietti, compreender a dinâmica do lance é o que separa quem usa o consórcio de forma passiva de quem o utiliza como ferramenta de planejamento. Quem tem reservas e estratégia pode antecipar a contemplação de forma calculada, não aleatória. Isso exige conhecer as regras do grupo antes de aderir, já que cada contrato define de forma diferente como os lances são computados e abatidos do saldo devedor.

    Tiago Oliva Schietti
    Tiago Oliva Schietti

    O papel da administradora e os limites da sua atuação

    A administradora é a empresa responsável por formar os grupos, coordenar as assembleias, gerir o fundo comum e garantir que o contrato seja cumprido. Ela cobra uma taxa de administração pelo serviço, diluída nas parcelas ao longo do prazo. Essa taxa é a principal diferença entre o custo do consórcio e o custo de um financiamento tradicional: no consórcio, não há incidência de juros sobre o crédito, o que reduz de forma significativa o custo total da aquisição, dependendo do prazo e do valor envolvido.

    O que a administradora não pode fazer está claramente regulamentado pelo Banco Central. Ela não pode misturar os recursos do fundo comum com seu próprio caixa, não pode garantir contemplação em prazo determinado e não pode operar sem autorização expressa do regulador. Na perspectiva de Tiago Oliva Schietti, verificar essa autorização antes de assinar qualquer contrato é uma etapa inegociável: consultar o cadastro de administradoras autorizadas no site do Banco Central leva menos de dois minutos e elimina o principal risco da operação.

    O que acontece com quem não foi contemplado até o encerramento do grupo?

    Um grupo de consórcio tem prazo definido. Quando encerra, todos os participantes que permaneceram adimplentes e não foram contemplados durante o período recebem de volta os valores pagos ao fundo comum, corrigidos conforme as regras do contrato. Nenhum consorciado em dia sai sem receber o que é seu. Esse mecanismo desfaz uma das crenças mais comuns sobre o produto: a de que quem não for sorteado perde o que pagou.

    Na realidade, o pior cenário para um consorciado adimplente é receber o crédito no final do prazo, o que, na prática, equivale a ter feito uma poupança forçada e corrigida ao longo do tempo. Tiago Oliva Schietti aponta que esse raciocínio muda completamente a percepção de risco do produto: não há perda para quem cumpre o contrato, há apenas variação no momento em que o crédito é acessado.

    Consórcio como decisão, não como aposta

    A confusão entre consórcio e sorteio persiste porque a contemplação por sorteio existe de fato, mas é apenas uma das formas de acessar o crédito, e não necessariamente a mais relevante para quem entra no grupo com planejamento. Quem entende o sistema completo vê um produto com lógica própria: disciplina financeira coletiva, ausência de juros e acesso a crédito de forma planejada ou antecipada por lance. O consórcio não compete com outros produtos tentando ser mais rápido ou mais barato em qualquer cenário. Ele compete sendo o instrumento certo para um perfil específico de necessidade, e reconhecer esse perfil é o primeiro passo para usá-lo com inteligência. Como resume Tiago Oliva Schietti, a decisão de entrar em um consórcio começa muito antes da assinatura do contrato: começa no momento em que o consorciado entende exatamente o que está contratando e por quê.

    Post Views: 33
    O que aconteceu com Tiago Oliva Schietti Quem é Tiago Oliva Schietti Tiago Oliva Schietti Tiago Oliva Schietti CVM Tiago Schietti Tiago Schietti CVM Tudo sobre Tiago Oliva Schietti
    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Diego Velázquez
    Diego Velázquez
    • Website

    Postagens Relacionadas

    STF valida lei contra desinformação em epidemias: o que muda no debate sobre liberdade de expressão e competência dos estados

    julho 17, 2026

    Como criar uma cultura de gestão baseada em dados nas empresas? Veja neste artigo

    julho 16, 2026

    Como a física da mamografia ajuda os médicos a enxergar alterações quase invisíveis?

    julho 13, 2026

    Os comentários estão desativados.

    Sobre

    Bem-vindo ao Diário da Direita, o seu portal de notícias que aborda os acontecimentos sob uma perspectiva conservadora e responsável. Aqui, você encontrará análises profundas, opiniões claras e reportagens objetivas sobre política e tecnologia, sempre comprometidos com os valores tradicionais e a liberdade individual.

    Notícias Recentes

    Consórcio não é sorteio: como o sistema realmente funciona, segundo Tiago Oliva Schietti

    julho 22, 2026

    Como a nova discussão sobre IA e plataformas digitais pode mudar a liberdade digital e os negócios no Brasil

    julho 17, 2026

    Como decisões recentes do STF sobre regras eleitorais podem influenciar as eleições de 2026 e o debate institucional no Brasil

    julho 17, 2026
    Entre em contato

    O Diário da Direita valoriza a sua opinião e está à disposição para atendê-lo. Quer compartilhar uma sugestão de pauta, enviar um feedback ou apenas dizer olá? Não hesite em entrar em contato conosco!

    Entre em contato:

    [email protected]

    • Home
    • Quem Faz
    • Contato
    • Sobre Nós
    • Notícias
    © 2026 Diário da Direita - [email protected] - tel.(11)91754-6532

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.