A ginecomastia é uma condição caracterizada pelo aumento do tecido mamário masculino e pode gerar desconforto físico e emocional em diferentes fases da vida. Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, ressalta que o entendimento correto das causas e das possibilidades de tratamento é fundamental para decisões seguras e conscientes. Ao longo deste artigo, serão abordados o que caracteriza a ginecomastia, como diferenciá-la de outras alterações na região peitoral, quais fatores estão envolvidos em seu surgimento, quando o tratamento cirúrgico é indicado e como funciona a recuperação.
O que é ginecomastia e por que ela acontece?
A ginecomastia ocorre quando há crescimento do tecido glandular mamário em homens, geralmente associado a alterações hormonais. Esse desequilíbrio pode envolver aumento relativo do estrogênio, redução da testosterona ou variações na sensibilidade dos receptores hormonais. A condição pode surgir na adolescência, na vida adulta ou em idades mais avançadas.
Segundo Hayashi, diversos fatores podem estar envolvidos, como uso de medicamentos, alterações metabólicas, consumo de substâncias e algumas doenças. Em muitos casos, a ginecomastia é transitória, especialmente na adolescência, mas pode persistir e gerar desconforto físico e psicológico.

Compreender a origem da ginecomastia é essencial antes de qualquer decisão terapêutica. A avaliação médica permite identificar se o quadro tende à regressão espontânea ou se exige acompanhamento e intervenção específica.
Como diferenciar ginecomastia de excesso de gordura na região peitoral?
Nem todo aumento do volume peitoral masculino é ginecomastia, explica Milton Seigi Hayashi. Em alguns casos, trata-se de acúmulo de gordura, conhecido como pseudoginecomastia. A distinção entre essas duas condições é fundamental, pois influencia diretamente a escolha do tratamento.
A ginecomastia envolve tecido glandular, geralmente mais firme e localizado atrás da aréola, enquanto a pseudoginecomastia apresenta consistência mais difusa e macia. A avaliação clínica, associada a exames quando necessário, ajuda a identificar corretamente o quadro. Essa diferenciação evita tratamentos inadequados e expectativas irreais. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para definir a conduta mais segura e eficaz para cada paciente.
Quando investigar causas hormonais e clínicas?
A investigação das causas hormonais e clínicas é indicada principalmente quando a ginecomastia surge de forma abrupta, é assimétrica ou acompanha outros sinais clínicos. Exames laboratoriais podem ser solicitados para avaliar níveis hormonais e descartar condições associadas.
Em pacientes adultos, é importante revisar o uso de medicamentos e hábitos de vida que possam influenciar o equilíbrio hormonal. Em adolescentes, muitas vezes o acompanhamento clínico é suficiente, pois o quadro pode regredir com o tempo. Hayashi destaca que a investigação adequada garante segurança e direciona o tratamento correto. Avaliar o contexto clínico do paciente é essencial para definir se a abordagem será conservadora ou cirúrgica.
Como funciona o tratamento cirúrgico da ginecomastia?
O tratamento cirúrgico é indicado quando a ginecomastia persiste, causa desconforto ou não responde a medidas conservadoras. A cirurgia pode envolver a retirada do tecido glandular, associada ou não à lipoaspiração, dependendo do caso. O procedimento é planejado de forma individualizada, considerando volume, qualidade da pele e expectativas do paciente. As incisões são discretas e a recuperação costuma ser gradual, com orientações específicas para o pós-operatório.
O médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi expressa que a indicação cirúrgica deve ser bem fundamentada. Quando realizada com técnica adequada e planejamento, a cirurgia proporciona melhora do contorno torácico e impacto positivo na autoestima.
O que esperar da recuperação e dos resultados?
A recuperação após a cirurgia de ginecomastia envolve cuidados com curativos, uso de malha compressiva e restrição temporária de atividades físicas. O inchaço inicial é esperado e tende a regredir progressivamente ao longo das semanas. Os resultados se tornam mais evidentes com o passar do tempo, à medida que o corpo se adapta ao novo contorno.
Por fim, é importante seguir todas as orientações médicas para favorecer a cicatrização adequada e reduzir riscos. Tal como considera Milton Seigi Hayashi, o acompanhamento pós-operatório é parte fundamental do tratamento. Com informação clara e adesão aos cuidados recomendados, o paciente vivencia uma recuperação mais tranquila e resultados alinhados às expectativas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

