A Operação Força Integrada IV mobilizou estruturas de segurança pública em 19 estados brasileiros e resultou em medidas judiciais contra organizações criminosas investigadas por tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes associados à atuação de grupos violentos. O balanço foi divulgado pela Polícia Federal em 16 de setembro de 2026.
De acordo com a corporação, a ofensiva cumpriu 106 prisões e 173 mandados de busca e apreensão. A ação foi coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, conhecidas como FICCOs, e envolveu 20 bases distribuídas pelo país. As decisões judiciais também alcançaram o patrimônio dos investigados, com o objetivo de atingir a estrutura financeira das organizações.
Operação bloqueou mais de R$ 508 milhões
O principal resultado patrimonial informado pela Polícia Federal foi o bloqueio judicial de mais de R$ 508,3 milhões. Além dos valores, foram sequestrados 29 imóveis e apreendidos 18 veículos. A operação também retirou de circulação armas, munições, drogas e dinheiro em espécie, embora a fonte oficial não tenha apresentado, no balanço nacional divulgado, a quantidade detalhada de cada item.
A estratégia de descapitalização busca reduzir a capacidade de atuação dos grupos investigados. Em vez de se concentrar somente na prisão de suspeitos ou na apreensão de materiais ilícitos, a operação também alcançou bens e recursos que, segundo as investigações, estariam relacionados às atividades criminosas. As medidas dependem das decisões judiciais e integram inquéritos em andamento.
Ação integrada contra diferentes crimes
As investigações reuniram ocorrências relacionadas a tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios, extorsão, agiotagem, ameaças, posse ilegal de armas e lavagem de capitais. A diversidade dos crimes citados pela PF indica que a operação teve como alvo estruturas com diferentes frentes de atuação, sem se limitar a uma única modalidade criminosa.
A operação contou com a participação integrada de órgãos de segurança federais, estaduais e municipais. Entre as instituições envolvidas estão a Polícia Federal, polícias civis, polícias militares, polícias penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal e órgãos estaduais de segurança. A cooperação permite reunir informações e cumprir medidas simultâneas em diferentes regiões.
FICCOs estão presentes em todo o país
Segundo a Polícia Federal, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado estão presentes em todos os estados e no Distrito Federal. Ao todo, existem 41 unidades em funcionamento. A estrutura foi utilizada para articular a Operação Força Integrada IV, que concentrou diligências em 19 estados e envolveu 20 bases da FICCO.
O modelo de atuação integrada busca ampliar a coordenação entre as forças responsáveis pela investigação, repressão e cumprimento das ordens judiciais. Em operações de alcance nacional, essa articulação é utilizada para compartilhar informações, organizar ações simultâneas e evitar que grupos criminosos aproveitem diferenças de jurisdição para movimentar pessoas, recursos e materiais.
Investigações continuam
O balanço divulgado em 16 de setembro reúne os resultados apresentados pela Polícia Federal no início da operação. Como os procedimentos investigativos seguem em andamento, os alvos devem ser tratados como investigados, e não como condenados. A responsabilidade criminal somente pode ser definida ao final do devido processo legal, conforme as decisões da Justiça.
Com os bloqueios financeiros, o sequestro de imóveis e as apreensões realizadas, a Operação Força Integrada IV combinou repressão direta e medidas voltadas à perda de recursos. O resultado apresentado pela PF reforça a prioridade dada à integração entre órgãos de segurança e ao combate à estrutura econômica de organizações criminosas que atuam em diferentes áreas do país.

